Domingo, 8 de julho de 2007 - 10h03
Antes de matar bandidos fizeram seis assaltos, incluindo um primo da advogada Lílian Barros
O delegado do 2º DP, José Elisvaldo Machado de Carvalho, informou que antes de matar a advogada enfermeira Lílian Sâmara Nunes Barros, os assaltantes Cleyton de Sousa, o Cleyton Topete, e Gerson Bernardino de Sousa, o Bibi, assaltaram na mesma noite, em outro o local, o primo da vítima fatal, Ricardo Nunes Barros. Nunes foi ontem a tarde dar essa informação no 2º DP. E Elisvaldo como estava ocupado com outros depoimentos, transferiu o dele para segunda-feira, dia 09.
As investigações de Elisvaldo apontam que na noite do seqüestro Cleyton Topete e Gerson Bernardino promoveram seis assaltos. “Foi um grande arrastão na zona Norte”, declarou o delegado.
Eles roubaram o restaurante Marítimos, na praça do Marquês; um posto de gasolina, uma jovem filha do jornalista William Bogéa, de quem levaram celular e colocaram a arma na cabeça; o primo de Lílian Samara; e depois do assassinato fizeram seqüestro e roubaram a residência de Augusto Nolêto, irmão do presidente do Tribunal Popular do Júri de Teresina, juiz Antonio Nolêto.
Os bandidos seqüestraram Augusto Nolêto junto com os filhos, tomando carro na rua, levando da casa muitos objetos e ainda o levaram, sempre com arma na cabeça, para sacar dinheiro em caixas eletrônicos e rodaram por 200 km chegando até a Santa Maria da Codipi.
Nesse seqüestro relâmpago eles levaram quatro pessoas, incluindo um amigo de Augusto Nolêto. O seqüestro demorou porque o limite de saque no caixa eletrônico, tarde da noite, é de R$ 100. “Eles fizeram uma limpeza na casa”, declarou José Elisvaldo.
O delegado diz que Cleyton Topete e Gerson Bernardino estavam assaltando quem encontravam pela frente, até um pedreiro que estava de bicicleta com suas ferramentas de trabalho. “Eles perguntavam, por exemplo, se a pessoa queria vendera aquele boné. Quando a vítima encostava eles colocavam a arma na cabeça e roubava”, falou José Elisvaldo, que percebe que Cleyton Topete aposta na impunidade, já que em grandes assaltos utiliza a própria motocicleta do pai, um soldado da Polícia Militar, e nem chega a mudar a placa. A moto está apreendida no 2º DP, é uma ronda de placa LVK 8382.
A dupla de bandidos tem falado para os comparsas que em caso de confronto com a polícia luta até a morte atirando contra os policiais. Ontem, dia 07, Cleyton Topete estava no matadouro, mas quando a polícia chegou ele havia saído um pouco antes.
O delegado informou que o cerco no canavial da Comvap, na divisa entre Teresina e União, não deu certo porque eles não estavam lá. Ele acredita que eles ainda estão em Teresina, eles continuam sendo procurados pela polícia. MEIONORTE.COM.BR
domingo, 8 de julho de 2007
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